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Estados e municípios têm limite de crédito para 2026 ampliado

Atualizado em 15/09/2026 às 11:50 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Os estados, o Distrito Federal e os municípios terão mais espaço para contratar operações de crédito em 2026. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou em R$ 2 bilhões o limite global anual de crédito autorizado pelo órgão, que sobe de R$ 26,625 bilhões para R$ 28,625 bilhões.

Na prática, a medida amplia a margem para que governos estaduais e municipais tomem empréstimos destinados a financiar projetos e investimentos, dentro das regras fiscais definidas para 2026. As operações podem ter ou não garantia da União. O aumento não representa nova despesa federal.

O espaço adicional foi obtido a partir de levantamento da Secretaria do Tesouro Nacional com entes que participam de programas de ajuste fiscal. O estudo identificou cerca de R$ 7,87 bilhões em espaço fiscal sem previsão de utilização até o fim de 2026. Desse total, R$ 3 bilhões haviam sido remanejados anteriormente e R$ 4,87 bilhões permaneciam disponíveis. Agora, R$ 2 bilhões desse saldo foram destinados aos novos limites de crédito. Segundo o CMN, o remanejamento ocorreu porque os limites para crédito dos governos subnacionais estavam próximos do esgotamento.

A resolução aumenta dois sublimites específicos — parcelas do limite total reservadas a determinado tipo de operação. As operações com garantia da União passam de R$ 7 bilhões para R$ 8,5 bilhões. As sem garantia da União sobem de R$ 6 bilhões para R$ 6,5 bilhões. Somados, os dois grupos chegam a R$ 15 bilhões em limites para estados, Distrito Federal e municípios. A garantia da União significa que o governo federal assume determinadas obrigações caso o ente público não honre a dívida, o que pode reduzir o risco da operação e facilitar a obtenção do crédito.

Os demais sublimites previstos pelo CMN não foram alterados. Permanecem os valores de R$ 2,8 bilhões com garantia da União e R$ 2,2 bilhões sem garantia para o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); R$ 8 bilhões para os Correios; e R$ 625 milhões para órgãos e entidades da União. A resolução entra em vigor na data de sua publicação.

O Conselho Monetário Nacional é o órgão responsável por formular as diretrizes gerais das políticas monetária, creditícia e cambial do país. O colegiado é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e composto também pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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