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Em duelo final, Flávio expõe legado trágico de Lula

Atualizado em 24/10/2026 às 15:50 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O segundo e último debate entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), exibido na noite desta sexta-feira (23) pela TV Globo, foi o último grande confronto entre os candidatos à Presidência antes das urnas. A tensão marcou o duelo, sobretudo para Lula, que busca a reeleição e tenta evitar o fim de seu ciclo político.

Segundo a coluna de Sílvio Ribas, o presidente dedicou-se a desqualificar o rival, enquanto o candidato da direita expôs, em perguntas e respostas, o que descreveu como o legado trágico da quinta gestão petista — soma das três de Lula com as duas de Dilma Rousseff. Diante da tentativa do petista de elencar supostos feitos e providências para equacionar suas próprias falhas, Flávio contrapôs o drama cotidiano: filas em hospitais, preços elevados nas prateleiras dos supermercados e o medo de circular nas ruas. O retrato apresentado pelo desafiante da oposição, conforme a coluna, deixou Lula sem argumentos sólidos para rebater. “A esperança virou ilusão”, resumiu Flávio.

A TV Globo montou um formato capaz de conter agressões e forçar a discussão de temas ligados aos desafios do país, com apelos prévios para que os candidatos tivessem desempenho de alto nível. A contenção, porém, funcionou apenas na superfície. Com voz rouca, Lula tentou mostrar despreparo do “jovem” Flávio e se colocar como realizador sem precedentes. Flávio rebateu as afirmações do presidente e as confrontou com dados sobre o cotidiano dos cidadãos, o custo de vida, a carga tributária e a burocracia.

Lula voltou a atribuir ao rival uma imagem de elitista e de inimigo dos benefícios sociais e das aposentadorias, movido por um suposto ajuste fiscal draconiano. Flávio criticou os questionamentos do petista, que classificou como baseados em fake news, e apontou ausências do governo Lula que pretende superar se eleito. Logo ao chegar ao estúdio, o presidente deixou claro que o debate serviria para “ganhar as eleições” e fez referência a Flávio como “miliciano”, o que reiterou nos últimos dias na estratégia de desconstrução do rival. Flávio procurou mostrar postura menos descolada em relação ao primeiro debate.

Reflexo do treinamento para o confronto, Lula respondeu à maior parte das perguntas de Flávio sobre dificuldades das administrações petistas com “pergunte ao Google” e “você não conhece o Brasil”. Flávio descreveu o recurso como fraqueza e sugeriu confusão do petista. Em diferentes momentos, os dois compararam posturas e feitos das administrações do PT e do PL. Lula apelou à própria origem humilde e operária como motivo para priorizar políticas sociais; Flávio rejeitou a pecha de grã-fino e sublinhou ineficiências, com aumento da violência e da população de rua. O petista tentou culpar a independência do Banco Central pela explosão da dívida pública em seu governo e insistiu que o equilíbrio fiscal só virá com desenvolvimento puxado pela gastança pública. Coube a Flávio recolocar os princípios macroeconômicos.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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