Em agendas paralelas em SP, Lula e Flávio miram segurança e mobilização de eleitores
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) cumpriram agendas paralelas em São Paulo neste domingo, a duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Os dois buscaram mobilizar apoiadores e ampliar o apoio político em um dos principais colégios eleitorais do país.
Flávio Bolsonaro, que liderou o primeiro turno em 4 de outubro com 47% dos votos, reuniu-se com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O senador concentrou os esforços do dia em encontros com prefeitos e vereadores, na tentativa de garantir respaldo político para a etapa final da disputa.
“Eu sou um municipalista por convicção; eu quero estar muito próximo de cada um de vocês, prefeitos. É assim que a gente vai conseguir construir um Brasil melhor de verdade porque os recursos federais vão chegar na ponta da linha”, afirmou o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele prometeu que os municípios receberão mais verbas para o combate ao crime caso seja eleito.
Lula, que ficou cerca de dois pontos percentuais atrás na contagem inicial, foi a principal atração de um comício na Avenida Paulista. Antes de subir ao palco, o presidente falou a repórteres e prometeu redobrar os esforços em segurança pública, apontada como uma das principais preocupações do eleitorado.
“Para o povo trabalhador, para a comunidade, para o território, proteção para os bandidos, prisão”, disse Lula, acrescentando que, se reeleito, pretende reformular a abordagem nacional ao crime com o envolvimento direto do governo federal. Do alto de um caminhão de som, o presidente fez um apelo aos jovens eleitores, que formavam grande parte da multidão, para que compareçam às urnas, e reforçou o pedido aos cidadãos mais idosos, para quem o voto é opcional a partir dos 70 anos.
Entre os presentes no comício estava Carlos Teobaldo da Silva, de 79 anos, aposentado da Petrobras que subiu na carreira de pedreiro a supervisor de manutenção. Ele vestiu o uniforme laranja da empresa para acompanhar o evento e disse se sentir compelido a votar em Lula, mesmo com o voto opcional na sua idade. “Estou crente na virada, vou continuar lutando pela reeleição e pelos projetos do Lula”, afirmou.
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