Dólar mantém maior cotação em 18 meses diante de tensões no Golfo e inflação nos EUA
O dólar se manteve no maior nível dos últimos 18 meses nesta segunda-feira, sustentado pela busca por ativos de refúgio diante da intensificação de ataques no Oriente Médio ao longo do fim de semana. O movimento ocorre antes da divulgação de dados importantes sobre a inflação ao consumidor nos Estados Unidos, prevista para quarta-feira.
O índice do dólar, que compara a moeda norte-americana a seis outras divisas, subiu 0,37%, para 102,58, maior patamar desde abril de 2025. Os preços do petróleo oscilaram após os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, ampliarem ataques à Arábia Saudita, com dois petroleiros atacados no fim de semana. Os futuros do Brent subiram 2,3%, para US$ 107,17 o barril, próximos da maior cotação em duas semanas.
Os ataques ofuscaram o anúncio feito no domingo pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um cessar-fogo no setor energético entre Ucrânia e Rússia, que já parecia em risco após Kiev acusar a Rússia de violar o acordo durante a madrugada. O Brent ainda está quase 45% acima do nível anterior ao início da guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o Irã.
A presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, afirmou que o Federal Reserve deveria adotar “relativamente rápido” uma política restritiva para controlar a inflação, que considera mais generalizada. Investidores vêm ampliando posições otimistas em relação ao dólar, que totalizaram cerca de US$ 36 bilhões na semana encerrada em 7 de outubro, ante US$ 8,4 bilhões três semanas antes, em grande parte às custas do euro.
O euro caiu 0,4%, para US$ 1,1156, perto da menor cotação em 17 meses, após a quinta semana consecutiva de perdas, pressionado pela preocupação com a saúde fiscal da França antes das eleições presidenciais de 2027. O dólar subiu 0,2%, para 158,66 ienes, enquanto a libra recuou 0,2%, para US$ 1,3203. Operadores precificam probabilidade de 78% de o Fed manter as taxas inalteradas neste mês, ante 51% no mês anterior, segundo a ferramenta CME FedWatch.
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