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Dólar aproxima-se de R$ 5,17, com notícias do exterior e eleições

Atualizado em 24/09/2026 às 16:50 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O dólar comercial fechou em forte alta nesta quarta-feira (23), aproximando-se de R$ 5,17, pressionado pela valorização da moeda norte-americana no exterior, pelo cenário eleitoral brasileiro e pela alta do petróleo. A divisa subiu 1,27%, a R$ 5,169, após atingir a máxima de R$ 5,177 por volta das 14h40. No ano, o dólar ainda acumula queda de 5,83% em relação ao real.

No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana ante uma cesta de seis divisas, subiu cerca de 0,54%, para 101,090 pontos, próximo dos maiores níveis desde julho. Dados de atividade dos Estados Unidos contribuíram para o movimento: o índice de gerentes de compras (PMI) avançou para 58,4 em setembro, ante 56 em agosto. Leituras acima de 50 indicam expansão. Os números reforçaram as expectativas de juros elevados nos EUA por mais tempo, elevando os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e a atratividade dos ativos denominados em dólar. No Brasil, o mercado também reagiu a novas pesquisas eleitorais.

Após duas sessões de alta, o Ibovespa fechou em queda de 0,86%, aos 185.814 pontos, voltando a ficar abaixo dos 186 mil pontos. O índice oscilou entre a máxima de 188.772 pontos e a mínima de 185.676 pontos, com volume financeiro de R$ 29,68 bilhões. O ambiente externo foi o principal fator de pressão sobre os ativos de risco, com a alta dos Treasuries, os dados econômicos fortes dos EUA e o avanço do petróleo. Apesar da queda no dia, o Ibovespa acumula alta de 4,73% em setembro.

Em Wall Street, o movimento também foi negativo. O Dow Jones caiu 0,68%, aos 51.512,42 pontos; o S&P 500 recuou 0,75%, aos 7.706,39 pontos; e o Nasdaq teve baixa de 1,13%, aos 26.936,04 pontos. A alta dos rendimentos dos títulos americanos pesou principalmente sobre as ações de tecnologia, mais sensíveis às expectativas de juros. O rendimento dos papéis de dez anos ultrapassou 5% ao ano pela primeira vez desde julho de 2007. Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil. O cenário também foi influenciado pelas tensões entre Estados Unidos e Irã.

O petróleo voltou a subir após cinco sessões consecutivas de queda, em meio à falta de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo Brent avançou 2,84%, para US$ 98,12, enquanto o WTI subiu 1,81%, para US$ 92,16. A ausência de progresso nas negociações reduziu as expectativas de uma solução de curto prazo para o conflito no Oriente Médio. Notícias sobre uma possível restrição às exportações de diesel dos EUA também contribuíram para a alta, embora a Casa Branca tenha negado a existência de um plano nesse sentido. O Departamento de Energia dos EUA informou que os estoques de petróleo do país aumentaram 2,969 milhões de barris na semana, contrariando a expectativa de queda de 500 mil barris.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Sobre o autor

Por Ivan Marra

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