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Dia da independência do Brasil: a mulher que assinou separação de Portugal e foi a primeira a governar o país

Atualizado em 07/09/2026 às 12:05 schedule 3 min de leitura visibility 8 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A independência do Brasil em relação a Portugal, firmada em 1822, ocorreu durante a regência da imperatriz Maria Leopoldina. Por isso, ela é considerada a primeira mulher a governar o país, tendo ocupado o cargo interinamente por alguns dias.

Nascida em Viena, na Áustria, em 22 de janeiro de 1797, Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo-Lorena pertencia a uma das famílias mais poderosas da Europa no século 18. Aos 20 anos, em maio de 1817, casou-se à distância, por procuração, com o príncipe português Pedro de Bragança, futuro dom Pedro 1º, em uma aliança diplomática entre Portugal e Áustria. Para consumar a união, embarcou em uma viagem de navio de seis meses rumo ao Brasil, trazendo na tripulação pintores, cientistas e botânicos europeus, que integraram a chamada Missão Científica Austríaca.

Em 1822, durante uma viagem do marido a São Paulo, Leopoldina permaneceu no palácio imperial e ocupou o cargo de regente do país. Foi nesse período que ela assinou a independência brasileira, em 2 de setembro. Somente cinco dias depois, dom Pedro 1º foi informado sobre a notícia, dando o famoso grito às margens do rio Ipiranga — data que entrou para os livros de história como o Dia da Independência: 7 de setembro de 1822.

Pesquisadores e escritores têm reivindicado uma imagem menos passiva de Leopoldina na história nacional. Segundo o escritor Paulo Rezzutti, autora de obras sobre a imperatriz, ela ajudou a escrever a história política do Brasil, mas é comum explicá-la apenas como mãe de dom Pedro 2º e esposa de dom Pedro 1º. Rezzutti afirma que, em 1822, Leopoldina desrespeitou ordens das cortes portuguesas e declarou o "Fico" antes de dom Pedro, com uma visão mais astuta que a do marido, temendo que a saída do Brasil pudesse provocar uma guerra civil.

A postura de Leopoldina ao se recusar a retornar a Portugal divide opiniões. Para alguns, foi uma atitude revolucionária; para outros, apenas uma estratégia política. Especialistas destacam que ela foi educada na Áustria para servir aos interesses de sua dinastia, os Habsburgo, e que falava 11 idiomas. Diferentemente de dom Pedro, a princesa soube dialogar com o povo brasileiro e incluiu o nome de Maria, passando a ser conhecida como dona Leopoldina, como forma de estabelecer relações com a cultura nacional.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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