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DHL projeta Black Friday 27% maior e vê e-commerce avançar 14% em 2026

Atualizado em 22/10/2026 às 08:05 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A DHL Supply Chain projeta movimentar 27% mais mercadorias durante a sua Peak Season de 2026, período de alta demanda que vai de outubro a dezembro e tem a Black Friday como principal evento do calendário. No acumulado do ano, o avanço no volume de mercadorias deve fechar em 14% na comparação com 2025, segundo Solon Barrios, vice-presidente de Retail e E-commerce da DHL Supply Chain no Brasil.

“O ano de 2026 tem sido um ano acima das expectativas comparado com 2025”, afirmou o executivo. A receita da operação também crescerá na comparação anual, de acordo com Barrios, que não abriu a taxa. A expectativa da empresa é movimentar mais de 37 milhões de itens apenas em novembro, mês que concentra a Black Friday — um salto de 19% em relação a um mês convencional de operação.

Para Barrios, a principal mudança observada nos últimos anos não está necessariamente no tamanho da Black Friday, mas na forma como as promoções passaram a se espalhar ao longo do mês. “A Black continua sendo uma data tradicional, mas está mais diluída”, disse. “Foram criando Black Week, Cyber Week, Black Monday e foram diluindo esses picos em picos menores.” Na prática, novembro inteiro se torna o principal período operacional para as empresas de logística, substituindo a concentração histórica em apenas um dia de promoções.

Para absorver o aumento da demanda, a DHL deve reforçar as operações com cerca de 2.600 trabalhadores temporários durante a alta temporada, crescimento de 38% em relação a um mês convencional. O desempenho positivo reflete, na avaliação do executivo, uma recomposição do consumo entre as categorias atendidas: enquanto alguns segmentos são mais afetados pelos juros elevados e pela restrição de crédito, outros seguem em expansão, como beleza, suplementos e health & nutrition. “Alguns setores acabam compensando a perda de outros setores”, afirmou. Questionado sobre os impactos das recuperações judiciais e extrajudiciais de grandes redes varejistas, Barrios afirmou que a companhia não observou reflexos relevantes sobre suas operações ou sobre a demanda por seus serviços.

Além da contratação de pessoal, a empresa vem ampliando o uso de automação nos centros de distribuição, com robôs de apoio à separação de pedidos, leitura automática de etiquetas por OCR e ferramentas de inteligência artificial para planejamento operacional. Segundo Barrios, os robôs de movimentação horizontal nos galpões já proporcionam ganhos de aproximadamente 14% na produtividade. “É impossível fazer isso sem tecnologia”, afirmou. O executivo destacou que a DHL conta atualmente com cerca de 24 mil funcionários na divisão de supply chain no Brasil, ante aproximadamente 18 mil no ano anterior. A rede DHL Fulfillment Network soma cinco centros de distribuição — em Jandira (SP), Cajamar (SP), Serra (ES), Brasília (DF) e Extrema (MG) —, com mais de 35 mil metros quadrados de armazenagem, além de 17 unidades de last mile. A companhia prevê abrir novas operações em Fortaleza e Porto Alegre ao longo de 2027.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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