Dar a Deus o que é de Deus e ao mundo o que é dele
O arcebispo de Passo Fundo (RS), dom Rodolfo Luís Weber, reflete sobre a passagem do Evangelho em que fariseus e partidários de Herodes se unem para tentar apanhar Jesus em alguma palavra. O episódio é marcado por uma pergunta-armadilha: “É lícito ou não pagar imposto a César?”
Segundo a reflexão, qualquer lado pelo qual Jesus optasse traria riscos. Se respondesse que era lícito pagar o imposto, poderia ser acusado de colaborador do poder romano. Se dissesse que não era lícito, estaria desafiando diretamente a autoridade de César.
A união entre fariseus e partidários de Herodes chama a atenção porque esses grupos tinham posições distintas e não costumavam agir juntos. O objetivo comum, no entanto, era encontrar um pretexto para comprometer Jesus diante do povo ou das autoridades.
Diante da pergunta, Jesus pede que lhe mostrem uma moeda e pergunta de quem são a imagem e a inscrição nela gravadas. A resposta indica que a moeda traz a efígie de César. A partir disso, vem a orientação que dá título à reflexão: dar a Deus o que é de Deus e ao mundo o que é dele.
A passagem convida a distinguir as obrigações civis das obrigações de fé, sem que uma anule a outra. O texto não detalha outros desdobramentos do episódio nem apresenta posicionamentos adicionais do arcebispo sobre o tema.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · CNBB e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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