Conselho Permanente conhece pesquisa inédita sobre os impactos do cárcere nas famílias brasileiras
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) conheceu uma pesquisa inédita sobre os impactos do cárcere nas famílias brasileiras. O levantamento reúne dados sobre as dificuldades econômicas, sociais e emocionais enfrentadas por parentes de pessoas privadas de liberdade no país.
Entre os resultados apresentados aos bispos, o estudo aponta que 94,1% das pessoas responsáveis pelas visitas aos presos são mulheres. Esse dado evidencia que o ônus do deslocamento até as unidades prisionais e da manutenção dos vínculos familiares recai majoritariamente sobre elas.
A pesquisa também estima em R$ 4,3 bilhões os gastos anuais das famílias com o sistema prisional. O valor abrange as despesas que os parentes assumem para acompanhar a pessoa presa, como transporte, alimentação e itens levados nas visitas.
Segundo o levantamento, as dificuldades não se limitam à dimensão financeira. O estudo trata ainda dos efeitos sociais e emocionais do encarceramento sobre os familiares, que precisam reorganizar a rotina e lidar com o afastamento de quem está preso.
Os dados foram apresentados ao Conselho Permanente da CNBB, instância que reúne bispos para tratar de temas da vida da Igreja e da realidade social brasileira. O material não detalha, até o momento, a metodologia da pesquisa nem o período em que os dados foram coletados.
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