Como São Francisco de Assis inspirou Chesterton
A admiração de G. K. Chesterton por São Francisco de Assis começou na infância, quando seus pais lhe contaram a história do homem que renunciou a todas as posses para seguir Cristo na pobreza. Segundo o relato, o menino Gilbert encontrou ali um amigo muito antes de ter qualquer noção do catolicismo.
Na adolescência, essa admiração conviveu com a dúvida. No início da década de 1890, Chesterton foi atraído pelo decadentismo e pela influência de Oscar Wilde. Em novembro de 1892, publicou um poema sobre São Francisco, no qual perguntava se as vidas que comoveram seus irmãos os deixariam às portas da escuridão. O texto, dedicado ao "sonhador solitário" de Assis, marcaria sua busca por respostas em um mundo dominado pela dúvida.
Com o novo século, Chesterton passou a louvar o santo em artigos e livros, apresentando-o como antídoto contra o pessimismo da década anterior. Em julho de 1922, foi recebido na Igreja Católica e, oito semanas depois, ao receber a Crisma, escolheu Francisco como seu nome. À época, já projetava a biografia do santo, publicada no ano seguinte, na qual escreveu que a figura de São Francisco "se ergue sobre uma espécie de ponte que conecta minha infância e minha conversão com muitas outras coisas".
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