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Como está a disputa pelo governo nos 5 maiores colégios eleitorais do país

Atualizado em 04/10/2026 às 08:20 schedule 4 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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As eleições para governador nos cinco maiores colégios eleitorais do país chegam à reta final com cenários distintos. Em alguns estados, a polarização entre os palanques de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se reproduz diretamente na corrida estadual; em outros, alianças locais embaralham essa divisão.

São Paulo concentra a disputa mais diretamente vinculada à eleição presidencial. Tarcísio de Freitas tenta a reeleição com apoio de Flávio e de Jair Bolsonaro, enquanto Fernando Haddad, ex-prefeito da capital e ex-ministro da Fazenda, é o candidato apoiado por Lula. Pesquisa Quaest divulgada em 29 de setembro mostrou Tarcísio com 44% das intenções de voto e Haddad com 24%; os demais candidatos somavam 4%, com 16% de indecisos e 12% de brancos, nulos ou intenção de não votar. Outros institutos registraram percentuais diferentes, mas também colocaram Tarcísio numericamente à frente — Real Time Big Data e AtlasIntel, por exemplo, mostraram o governador acima dos 50% na reta final. Tarcísio afirmou que, encerrada sua própria disputa, poderia participar da campanha de Flávio em outros estados em um eventual segundo turno.

Em Minas Gerais, a configuração é a mais complexa. A Quaest de 29 de setembro mostrou Cleitinho Azevedo com 37%, seguido por Patrus Ananias (PT), com 18%, e Alexandre Kalil (PDT), com 9%. Mateus Simões (PSD) e Flávio Roscoe (PL) também estão na disputa. Lula apoia Patrus, que funciona como seu palanque formal no estado, enquanto Flávio formalizou apoio a Roscoe. O cenário é menos linear porque Cleitinho concentra parcela expressiva do eleitorado presidencial de Flávio: segundo o Datafolha, entre seus eleitores, 59% declaravam voto em Flávio para presidente e 22%, em Lula. Entre os eleitores de Patrus, 87% escolhiam Lula. Na propaganda eleitoral, Roscoe manteve o alinhamento bolsonarista, enquanto Cleitinho procurou preservar maior autonomia.

No Rio de Janeiro, Lula apoia Eduardo Paes, e Flávio tem em Douglas Ruas, do PL, seu candidato ao governo. A Quaest de 29 de setembro colocou Paes com 34% e Ruas com 25%; Anthony Garotinho (Republicanos), cuja candidatura havia sido indeferida pelo TRE-RJ e ainda dependia de recursos, aparecia com 9%, com margem de erro de três pontos. O Datafolha de 28 de setembro registrou Paes com 43% e Ruas com 30% — em agosto, Ruas tinha 19%, mostrando avanço durante a campanha.

Na Bahia, está a disputa mais equilibrada entre os cinco estados. A Quaest de 24 de setembro mostrou ACM Neto com 42% e o governador Jerônimo Rodrigues com 40%, tecnicamente empatados dentro da margem de erro de três pontos. Em simulação de segundo turno, Neto tinha 45% e Jerônimo, 43%. Jerônimo é um dos principais candidatos estaduais apoiados por Lula, que participou da campanha baiana. Flávio incluiu ACM Neto entre os candidatos que apoia, mas Neto declarou apoio à candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (PSD) e negou aliança formal com Flávio — configuração que abriu espaço para o voto cruzado no estado.

No Paraná, o senador Sergio Moro aparece numericamente à frente, com 36% na Quaest de 24 de setembro. Requião Filho e Sandro Alex estavam empatados, com 20% cada. Flávio apoia Moro, que ingressou no PL, enquanto Lula apoia Requião Filho — o PT abriu mão de candidatura própria e fechou aliança com o PDT para oferecer palanque ao presidente. Sandro Alex, apoiado pelo governador Ratinho Junior (PSD), declarou apoio a Ronaldo Caiado, embora sua coalizão reúna políticos que apoiam Flávio.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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