— Carregando clima…
Última Hora
• Rodrigo Sgavioli condiciona queda dos juros ao ajuste das contas públicas • Onda de violência na França atinge escolas e deixa milhares de detidos • Flávio Bolsonaro enfrenta resistência de parlamentares em fim de mandato • Lula defende “saidinha” de presos e cita direito à convivência familiar • Universidade dos EUA fecha acordo com governo Trump para combater antissemitismo • URGENTE: Lula autoriza TSE a abrir seus sigilos bancário e telefônico e desafia Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo • Efeito BYD: como Brasil virou 'laboratório' de empresas chinesas • Perguntamos a 10 jovens como eles decidem o voto • Rodrigo Sgavioli condiciona queda dos juros ao ajuste das contas públicas • Onda de violência na França atinge escolas e deixa milhares de detidos • Flávio Bolsonaro enfrenta resistência de parlamentares em fim de mandato • Lula defende “saidinha” de presos e cita direito à convivência familiar • Universidade dos EUA fecha acordo com governo Trump para combater antissemitismo • URGENTE: Lula autoriza TSE a abrir seus sigilos bancário e telefônico e desafia Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo • Efeito BYD: como Brasil virou 'laboratório' de empresas chinesas • Perguntamos a 10 jovens como eles decidem o voto
Ver Todas

Como detectar um deepfake?

Atualizado em 02/09/2026 às 11:20 schedule 3 min de leitura visibility 16 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

Vídeos e imagens criados por inteligência artificial (IA) se tornaram tão realistas que especialistas admitem: para o público comum, pode ser praticamente impossível distinguir uma gravação falsa de uma real apenas olhando para a tela. O alerta ganhou força após o uso de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro, gerado por IA, na campanha de seu filho Flávio Bolsonaro à Presidência. O caso, que ainda aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), escancarou o avanço da tecnologia, que há dois anos produzia imagens com mãos deformadas e hoje engana com naturalidade.

Para o professor da Universidade Federal do Espírito Santo e coordenador do Laboratório de Internet e Ciência de Dados (Labic-UFES), Fábio Goveia, a resposta curta é não: ainda é possível diferenciar uma imagem real de uma inventada por máquina? Especialmente quando se trata de uma pessoa pública, a tarefa fica mais difícil. Figuras públicas têm um acervo enorme de imagens na internet, o que alimenta a IA e torna os resultados mais perfeitos. "A tendência é que a IA fique mais perfeita, tornando mais difícil identificar apenas visualmente se é uma IA ou não", afirma.

Uma das primeiras estratégias recomendadas é a "engenharia reversa": antes de compartilhar, procure na internet se alguém já analisou ou comentou sobre aquele conteúdo. Em outubro de 2025, uma imagem que viralizou mostrando uma mulher e uma criança diante de homens armados no Sudão, supostamente retratando a violência das Forças de Apoio Rápido (RSF), era, na verdade, gerada por IA. A pista estava em uma pequena marca d'água no canto inferior esquerdo, que levou repórteres da BBC a uma conta no Instagram. Na versão animada publicada pelo criador, que se descreve como "Especialista em IA Criativa", os braços da mulher e do menino se entrelaçavam de maneiras impossíveis.

Detalhes como acabamentos borrados na relação entre figura e fundo, movimentos dessincronizados entre boca e áudio e olhos que piscam de forma estranha ou não piscam são pistas visuais que ainda podem denunciar uma montagem. O contexto também é essencial. Em um caso recente, veículos de comunicação húngaros favoráveis ao governo divulgaram imagens hiperrealistas de uma operação policial contra funcionários de bancos ucranianos. A comparação com um vídeo oficial da operação revelou imprecisões nos uniformes e crachás dos policiais, cujas inscrições não estavam em húngaro.

Outro sinal de alerta é a repetição de conteúdo. Uma investigação da BBC News Brasil identificou uma indústria de vídeos de falsos médicos gerados por IA, que já somam mais de 70 milhões de visualizações só no Brasil. Um mesmo vídeo era publicado em diversos canais, mudando apenas o nome do falso médico, com versões até em espanhol e inglês. Ferramentas de detecção de IA, como o SynthID, do Google, podem ajudar, mas o resultado deve ser visto com cautela. A recomendação é usar buscadores e comparar diferentes evidências antes de concluir que um conteúdo é falso ou verdadeiro.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Internacional Efeito BYD: como Brasil virou 'laboratório' de empresas chinesas Maior produtora de veículos elétricos do mundo, montadora chinesa escolheu Camaçari para sediar sua maior… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Palavras-Chave

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra