Carregando clima…
Última Hora
• Ebola na RDC: número de mortos ultrapassa 3 mil. O alerta dos bispos • Dom Berardi: a guerra nos pegou de surpresa. Precisamos de diálogo para a paz • Ucrânia: Putin ordena suspensão de três dias dos ataques a Kiev • Iêmen, confrontos violentos: milhares de pessoas em fuga • Clima, ultrapassado o limite de 1,5°C: o mundo entra na "zona de perigo" • Hebdomada Papae: o boletim em latim do Vatican News • Parataekwondo: Brasil fatura 4 medalhas em Grand Prix na Coreia do Sul • Internacional x Santos: veja onde assistir ao jogo do Brasileirão • Ebola na RDC: número de mortos ultrapassa 3 mil. O alerta dos bispos • Dom Berardi: a guerra nos pegou de surpresa. Precisamos de diálogo para a paz • Ucrânia: Putin ordena suspensão de três dias dos ataques a Kiev • Iêmen, confrontos violentos: milhares de pessoas em fuga • Clima, ultrapassado o limite de 1,5°C: o mundo entra na "zona de perigo" • Hebdomada Papae: o boletim em latim do Vatican News • Parataekwondo: Brasil fatura 4 medalhas em Grand Prix na Coreia do Sul • Internacional x Santos: veja onde assistir ao jogo do Brasileirão
Ver Todas

Clima, ultrapassado o limite de 1,5°C: o mundo entra na "zona de perigo"

Atualizado em 05/09/2026 às 19:05 schedule 4 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)

Clima, ultrapassado o limite de 1,5°C: o mundo entra na "zona de perigo"

O limite de aumento de 1,5°C na temperatura média global, acima dos níveis pré-industriais, não é mais uma meta realista a ser defendida a todo custo, mas uma barreira que o planeta está prestes a ultrapassar. A avaliação consta de um relatório detalhado do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Segundo a ONU, o desafio mudou: não se trata mais de evitar apenas o limite, mas de controlá-lo, limitando sua duração e minimizando suas consequências.

O alerta ocorre em um momento em que o sistema climático global está sob crescente pressão, agravado pelo retorno do El Niño, fenômeno atmosférico e oceânico que causa aquecimento anômalo das águas superficiais do Pacífico tropical e afeta o clima em vastas áreas do planeta. Um "super El Niño", com pico previsto para o fim do ano, corre o risco de elevar ainda mais as temperaturas globais e aumentar a probabilidade de eventos climáticos extremos. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que o El Niño está assumindo proporções enormes e que o planeta se encontra em "águas desconhecidas, que estão aquecendo", concluindo que "o mundo encontra-se em uma zona de perigo".

O El Niño, por si só, não é causa da mudança climática. Mas, quando acontece em um mundo já aquecido pelas emissões de gases de efeito estufa, pode contribuir para temperaturas globais ainda mais altas, funcionando como um amplificador passageiro de uma tendência que tem causa estrutural: o acúmulo de dióxido de carbono e outros gases na atmosfera. A meta de 1,5°C é o parâmetro primordial estabelecido pelo Acordo de Paris de 2015, quando os países se comprometeram a manter o aumento da temperatura média global "bem abaixo" de 2°C e a continuar os esforços para limitá-lo a 1,5°C. Ultrapassar esse limite significaria aumentar progressivamente os riscos de eventos extremos, perda de biodiversidade, elevação do nível do mar, secas, crises hídricas e danos à agricultura.

Hoje, as emissões globais permanecem muito altas e os compromissos governamentais são insuficientes para levar o planeta de volta a uma trajetória compatível com as metas de Paris. Essa distância entre as metas declaradas e as políticas reais torna cada vez mais provável ultrapassar o limite. O termo usado para descrever o novo cenário é "excesso": uma superação temporária do limite previsto, seguida, nos cenários mais favoráveis, por uma subsequente queda nas temperaturas. A questão não é mais se o mundo vai conseguir se manter abaixo de 1,5°C, mas quanto a temperatura subirá acima deste limite, por quanto tempo permanecerá e com que rapidez será possível voltar atrás.

Cada fração de grau conta. Reduzir rapidamente as emissões significa evitar parte dos danos que, de outra forma, seriam inevitáveis. A prioridade continua sendo a descarbonização da economia, com o abandono gradual dos combustíveis fósseis, o avanço das fontes renováveis, a melhoria da eficiência energética e a eletrificação do transporte. Para conter uma possível ultrapassagem, será necessário também remover parte do CO₂ acumulado na atmosfera, por meio de reflorestamento, restauração de ecossistemas e tecnologias de captura e armazenamento de carbono. Não existe, porém, atalho tecnológico capaz de substituir a redução de emissões. Enquanto isso, políticas de adaptação tornam-se essenciais: cidades mais resilientes a ondas de calor, sistemas agrícolas capazes de lidar com a seca, infraestrutura que suporte chuvas mais intensas e sistemas de alerta mais eficazes. Ultrapassar 1,5°C não significa que seja irrelevante atingir 1,6, 1,8 ou 2°C — cada décimo de grau representa uma parte do futuro que ainda pode ser salva.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra