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Cimed entra na K-Beauty com linha de skincare a partir de R$ 70

Atualizado em 12/10/2026 às 08:20 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A Cimed anunciou a criação da Mili, sua primeira marca de cuidados com a pele voltada ao consumidor final, inspirada na chamada K-Beauty, tendência que popularizou os cosméticos sul-coreanos em mercados de todo o mundo. A linha foi desenvolvida a partir de produtos fabricados na Coreia do Sul e chegará às farmácias e perfumarias brasileiras em janeiro de 2027, com preços entre R$ 70 e R$ 200 — faixa abaixo da praticada por parte das marcas importadas presentes no mercado nacional.

A Mili estreia com sete produtos: Exo Cleanser, Exo Toner, Exo Mist, Exo Sérum, Exo Cream, Exo Eye Cream e Exo Shot. Os itens utilizam uma base tecnológica chamada METAexosome L55, combinada a um complexo de peptídeos, ingredientes que ganharam espaço nas formulações associadas ao skincare coreano.

Segundo João Adibe, presidente da Cimed, a aproximação com o mercado sul-coreano começou há cinco anos, motivada pelos preenchedores. "Já era um fenômeno dentro da Coreia, mas ainda não era tão forte fora. Depois chegou ao Brasil. E, em um primeiro momento, quando uma tendência viraliza, é preciso qualificá-la, isto é, entender se o produto entrega a experiência prometida. E eu fui surpreendido", afirmou ao InfoMoney.

O desenvolvimento exigiu adaptação às exigências regulatórias brasileiras. Equipes da Cimed realizaram uma imersão de três meses em quatro países asiáticos, visitando 18 cidades, participando de feiras do setor e avaliando dezenas de fabricantes antes de definir a estrutura industrial da nova marca. A empresa investiu R$ 80 milhões no projeto e projeta faturamento de R$ 150 milhões no primeiro ano de operação.

A aposta ocorre em meio ao avanço dos cosméticos sul-coreanos no país. Segundo dados do Korea Customs Service, as importações brasileiras desses produtos cresceram 951% em 2025, alcançando US$ 54,3 milhões. A estratégia da Cimed não é disputar espaço diretamente com as líderes tradicionais do mercado de dermocosméticos. "Não vou competir com La Roche ou Vichy. É um novo mercado, uma segmentação distinta", disse Adibe, que definiu a proposta da marca como a de ser "a fast fashion da categoria".

A entrada no mercado de cuidados com a pele está conectada à expansão da Milimetric, divisão de injetáveis voltada à medicina estética. Desde sua criação, a unidade recebeu R$ 200 milhões em investimentos e projeta faturar R$ 400 milhões em 2026, ante R$ 150 milhões registrados em 2025. Nos próximos cinco anos, a projeção da companhia é alcançar R$ 2 bilhões em receita, o equivalente a cerca de 20% do faturamento total da Cimed.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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