Candidatos brasileiros adotam propostas econômicas de Javier Milei para as eleições
A agenda econômica do presidente argentino Javier Milei tornou-se referência central na campanha eleitoral brasileira de 2026. Candidatos a cargos majoritários e legislativos incorporam medidas de austeridade, como corte profundo de gastos públicos, privatizações e desregulamentação, buscando replicar no Brasil o modelo que foca no enxugamento do Estado e na redução de impostos.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro lançou o “Tesouraço”, versão brasileira da “motosserra” de Milei, com corte de pelo menos dez ministérios, eliminação de cargos comissionados, combate aos supersalários e um “revogaço regulatório”. Já Nikolas Ferreira apresentou a PEC da Responsabilidade, inspirada no projeto argentino conhecido como “grillete fiscal”, que cria gatilhos automáticos para conter o desequilíbrio das contas públicas, podendo reduzir ou suspender salários de autoridades em casos extremos.
Nos estados, Tarcísio de Freitas, em São Paulo, mantém agenda de eficiência estatal e privatizações; Sergio Moro, no Paraná, usa termos como “faca ou motosserra” para eliminar burocracias; e Romeu Zema, em Minas Gerais, propõe “choque fiscal”. Renan Santos, por sua vez, pretende concentrar reformas impopulares no início do mandato, seguindo a tática de Milei de aplicar um “remédio amargo” antes que os resultados positivos apareçam.
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