Bolsas de NY caem com tensões geopolíticas e temores em IA minando apetite ao risco
As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta sexta-feira, 23, em queda, pressionadas pela alta do petróleo em meio a uma nova escalada de tensões no Oriente Médio e pelo desconforto persistente dos investidores com a tese de investimento em inteligência artificial (IA). O Dow Jones recuou 1,24%, a 52.214,63 pontos; o S&P 500 perdeu 0,52%, a 7.623,68 pontos; e o Nasdaq caiu 0,21%, fechando em 25.955,34 pontos.
No acumulado da semana, o Dow Jones avançou 0,41%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq recuaram 0,47% e 0,71%, respectivamente. Mais cedo, o Nasdaq chegou a ensaiar uma recuperação das perdas semanais provocadas pela frustração com resultados e planos de investimento das big techs, mas voltou a cair ao longo do dia.
Segundo a Capital Economics, a maioria das empresas do S&P 500 conseguiu até agora ignorar o tombo das ações de tecnologia nos últimos dias, sustentada em grande parte pelo impulso da baixa nos rendimentos dos Treasuries. A consultoria, no entanto, espera novas quedas nos papéis ligados a IA, nas ações fora do setor de tecnologia e nos rendimentos do Tesouro caso as preocupações com capex se intensifiquem.
Mesmo após o derretimento de quase 7% na quinta-feira, a Meta seguiu em queda de 0,96%, diante dos receios sobre seus altos investimentos em IA. A CoreWeave, empresa que vem se tornando símbolo da atual crise do setor, cedeu mais de 2% após perder 10% no pregão anterior. Na contramão, a SpaceX subiu 1,89% com a notícia de que a empresa de Elon Musk negocia obter acesso a 80 mil torres de telefonia, movimento que derrubou as principais companhias de telecomunicações, como AT&T (-7,94%) e Verizon (-1,26%).
Ainda entre os balanços, a American Express teve baixa de quase 4% depois de divulgar lucro acima do esperado, mas volume de transações abaixo das expectativas. O setor de energia foi o destaque positivo do pregão, com alta de 2,51%, em linha com os ganhos do petróleo: Chevron e ExxonMobil avançaram 2,88% e 2,79%, respectivamente. As ações da Lycia Therapeutics dispararam 66% em sua estreia no mercado, após a oferta pública inicial (IPO) ampliada da empresa de biotecnologia ser precificada no limite superior das expectativas, arrecadando US$ 317,5 milhões.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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