Bispos de recente nomeação conhecem instrumentos de apoio à missão da Igreja universal
Os bispos de recente nomeação reunidos em Roma participaram, na tarde de terça-feira, 8 de setembro, de mais uma etapa do curso de formação promovido pelos Dicastérios da Santa Sé. A sessão, realizada no Salão Nobre da Pontifícia Universidade Urbaniana, foi dedicada a instrumentos de apoio à missão da Igreja universal, entre eles o Óbolo de São Pedro, as Pontifícias Obras Missionárias, a Propaganda Fide e os Colégios Romanos.
Segundo o material divulgado, participaram conjuntamente os bispos inscritos no curso organizado pelo Dicastério para a Evangelização (Seção para a Primeira Evangelização e as Novas Igrejas Particulares) e os que frequentam o curso semelhante organizado pelo Dicastério para os Bispos. O objetivo foi oferecer informações sobre realidades e instrumentos que os auxiliem a viver e manifestar sua solicitude episcopal pela missão da Igreja universal, no vínculo de comunhão que une cada Sucessor dos Apóstolos ao Bispo de Roma.
A reflexão foi aberta pelo arcebispo Filippo Iannone, prefeito do Dicastério para os Bispos, que percorreu a história do Óbolo de São Pedro, descrito como oferta voluntária que os fiéis fazem diretamente ao Papa. Criado oficialmente no século VII como Denarius Sancti Petri, tornou-se na Idade Média um tributo fiscal regular, frequentemente contestado por abusos, até ser extinto com a Reforma Protestante. Foi relançado por Pio IX após 1870 como oferta voluntária dos fiéis de todo o mundo. Desde o motu proprio de Francisco de 26 de dezembro de 2020, o Óbolo continua sob responsabilidade da Secretaria de Estado, mas é administrado pela Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA), sob controle da Secretaria para a Economia, a fim de garantir maior transparência.
O arcebispo Samuele Sangalli, secretário adjunto para a Administração do Dicastério missionário, apresentou outros três temas: as Pontifícias Obras Missionárias, o Fundo Ecclesiae Sanctae, com a Coleta Pro Afris, e o apoio aos Colégios Romanos de formação. O Fundo Ecclesiae Sanctae, explicou, é consequência de um processo de elaboração e análise que durou cerca de 17 anos, com origem no Concílio Vaticano II e no motu proprio de Paulo VI de 6 de agosto de 1966. Ele financia bolsas de estudo para a Universidade Urbaniana e seus cinco Colégios, além do envio de livros aos seminários maiores. Já a Coleta Pontifícia Pro Afris foi instituída por Leão XIII em 1890 para apoiar quem trabalhava pela libertação dos escravos na África e, depois, ampliada por Paulo VI em 1976 para a libertação de todas as formas de escravidão; atualmente financia cursos destinados a agentes de pastoral que sofreram traumas físicos, psicológicos e espirituais em zonas de guerra ou em situações de tráfico de pessoas.
Sobre os Colégios Romanos, herdeiros da Congregação de Propaganda Fide (1622), Sangalli destacou o Pontifício Colégio Urbano (1627), que celebrará no próximo ano seu quarto centenário e acolhe cerca de 170 seminaristas da África, Ásia, Oceania e dos Vicariatos Apostólicos latino-americanos; os Colégios São Pedro (1946) e São Paulo (1965), com entre 150 e 200 sacerdotes cada; o Colégio Mater Ecclesiae (1979), em Castel Gandolfo, com cerca de 130 jovens religiosas; e o Colégio São José, no Gianicolo desde 2006, que recebe anualmente reitores e formadores de 425 seminários menores, 135 propedêuticos e 270 maiores. A Universidade Urbaniana conta com 97 instituições afiliadas em 40 países. Na qualidade de coordenador ad interim das Pontifícias Obras Missionárias, o padre Tadeusz Nowak apresentou o perfil e a origem das quatro obras: a Pontifícia União Missionária, a Obra de São Pedro Apóstolo, a Obra da Santa Infância e a Obra da Propagação da Fé, fundada pela Bem-Aventurada Pauline Jaricot em Lyon, em 1822.
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