Ataque a tiros mata 6 pessoas ao lado de basílica na Polônia
O cardeal Grzegorz Ryś, arcebispo de Cracóvia, convocou os fiéis da cidade a permanecerem unidos em oração após o ataque a tiros que matou seis pessoas na Praça do Mercado Principal, a poucos passos da Basílica de Santa Maria, na tarde de sábado. Em carta aos fiéis datada de 7 de novembro, o prelado escreveu que "não queremos, não podemos, não somos capazes de ser indiferentes em um momento como este" e que "qualquer um de nós poderia ter estado na praça naquele momento, passando por onde as balas atingiram pessoas aleatórias e desavisadas".
Ryś convidou os moradores para uma missa pelos mortos, feridos e suas famílias na Basílica de Santa Maria no domingo, 8 de novembro, às 16h no horário local, afirmando que "a última palavra não pertence e não pode pertencer ao ódio". O cardeal também pediu aos párocos das paróquias das vítimas que "estejam presentes" para elas e ofereçam toda a ajuda possível.
Segundo a polícia, o atirador entrou de carro na praça pouco depois das 15h e disparou contra transeuntes de dentro do veículo. Quatro mulheres e dois homens foram mortos, entre eles três mulheres polonesas e um cidadão britânico. Dezesseis pessoas ficaram feridas, incluindo o suspeito e dois policiais, um dos quais foi baleado três vezes. Os agentes atiraram e detiveram o atacante, um homem de cerca de 20 anos de Ostrowiec Świętokrzyski, cidade no sudeste da Polônia.
O ministro do Interior, Marcin Kierwiński, disse que o suspeito tinha "visões muito radicais" e que "tudo indica que ele era fascinado por ideologias de extrema direita", embora isso ainda precisasse ser verificado. O primeiro-ministro Donald Tusk classificou o ataque como terrorismo. A polícia encontrou três corpos no apartamento do suspeito, e o presidente Karol Nawrocki decretou luto nacional para os dias 8 e 9 de novembro.
O arcebispo Tadeusz Wojda, presidente da conferência episcopal polonesa, disse estar "profundamente abalado" e afirmou ser difícil compreender que, no coração de Cracóvia, ao lado da Basílica de Santa Maria, "cenas tão dramáticas pudessem se desenrolar". O arcebispo Wojciech Polak, primaz da Polônia, declarou orar pelos mortos e feridos e expressou solidariedade a Ryś, falando da "fé de que o bem é mais forte que o ódio e o amor sempre vence". O arcebispo de Varsóvia, Adrian Galbas, também ecoou o cardeal de Cracóvia: "Como o cardeal Grzegorz pediu: vamos permanecer unidos!"
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar