— Carregando clima…
Última Hora
• TSE não encontra fake news em canal pró-Lula após Kassio suspender página a pedido de Flávio • Armas, chicotes e referências ao nazismo: o que a extrema direita revelou após o primeiro turno • FAB mobiliza aviões militares para combater incêndios no Amazonas, que já registra 1,6 mil focos em outubro • Flávio Bolsonaro vai à missa no Dia da Padroeira do Brasil após semanas de embates com católicos • Tanto Lula quanto Flávio vão precisar do apoio de Gilmar Mendes no STF para governar, diz constitucionalista • Geração Z está menos inteligente? O que explica queda histórica em notas • Por que TSE mandou Flávio Bolsonaro apagar vídeo enganoso que associa uso de drogas a ato pró-Lula na Paulista • Morre RJ Mitte, ator de 'Breaking Bad' que usou carreira para dar visibilidade a pessoas com deficiência • TSE não encontra fake news em canal pró-Lula após Kassio suspender página a pedido de Flávio • Armas, chicotes e referências ao nazismo: o que a extrema direita revelou após o primeiro turno • FAB mobiliza aviões militares para combater incêndios no Amazonas, que já registra 1,6 mil focos em outubro • Flávio Bolsonaro vai à missa no Dia da Padroeira do Brasil após semanas de embates com católicos • Tanto Lula quanto Flávio vão precisar do apoio de Gilmar Mendes no STF para governar, diz constitucionalista • Geração Z está menos inteligente? O que explica queda histórica em notas • Por que TSE mandou Flávio Bolsonaro apagar vídeo enganoso que associa uso de drogas a ato pró-Lula na Paulista • Morre RJ Mitte, ator de 'Breaking Bad' que usou carreira para dar visibilidade a pessoas com deficiência
Ver Todas

Armas, chicotes e referências ao nazismo: o que a extrema direita revelou após o primeiro turno

Atualizado em 13/10/2026 às 14:05 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

Episódios registrados após o primeiro turno das eleições presidenciais de 4 de outubro reacenderam o debate sobre violência simbólica, memória histórica e os riscos da naturalização do autoritarismo no Brasil. Em diferentes estados, cenas envolvendo armas, instrumentos associados à violência e referências ao nazismo passaram a ocupar o espaço público.

Em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, uma criança de 9 anos foi filmada sobre um automóvel segurando um objeto semelhante a uma arma de fogo, durante comemoração de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL). Vestido com camiseta verde e amarela, o menino dançava enquanto adultos acompanhavam a celebração. O pai afirmou que se tratava de um brinquedo, e não havia confirmação oficial de que fosse uma arma real. A mãe soube do episódio pelos vídeos compartilhados na internet e procurou as autoridades. O Conselho Tutelar foi acionado, e a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio Grande do Norte passaram a apurar as circunstâncias do caso, incluindo a natureza do objeto e a responsabilidade dos adultos envolvidos.

Também no domingo (4), a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) comemorou sua reeleição exibindo um chicote, conhecido regionalmente como relho. A parlamentar recebeu 560.223 votos, a maior votação já registrada para a Câmara dos Deputados em Santa Catarina. Em imagens divulgadas nas redes sociais, ela aparece percorrendo ruas de Florianópolis com apoiadores e golpeando o asfalto com o objeto. Zanatta afirmou que o relho fazia referência a uma expressão regional usada para descrever uma vitória expressiva e negou intenção de ameaçar alguém. O chicote, no entanto, carrega forte simbolismo associado à violência da escravidão no Brasil.

Na segunda-feira (5), o deputado federal reeleito Cabo Gilberto Silva (PL-PB), que obteve 267.142 votos, concedeu entrevista à Rádio Arapuan, em João Pessoa, na qual usou a ascensão do nazismo na Alemanha como referência para explicar o fortalecimento eleitoral da direita brasileira. O parlamentar afirmou que a atuação do Supremo Tribunal Federal, especialmente as punições relacionadas à tentativa de golpe de Estado, estaria produzindo um sentimento de humilhação entre apoiadores de Jair Bolsonaro, e mencionou o tratamento imposto à Alemanha após a Primeira Guerra Mundial e o ressentimento que teria favorecido o crescimento de Adolf Hitler. Cabo Gilberto também defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e, questionado pelo jornalista Luís Torres, negou estar equiparando Bolsonaro a Hitler.

Embora tenham ocorrido em contextos distintos, os episódios colocaram a violência, ou sua representação simbólica, no centro de manifestações políticas. Isso não significa que seus protagonistas tenham defendido a prática de violência ou que os casos integrem uma ação coordenada. A repetição dessas imagens e discursos, porém, oferece elementos para examinar como formas de intimidação e agressividade podem ser normalizadas na vida pública.

Esta matéria foi publicada primeiro em Pragmatismo Político e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Política TSE não encontra fake news em canal pró-Lula após Kassio suspender página a pedido de Flávio Janones mostrando celular pra Lula (Imagem: Reprodução @AndreJanonesMG) A proibição de um jornal sindical e a… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra