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Apostar no rali pós-2º turno? Os riscos de investir agora para a eleição

Atualizado em 12/10/2026 às 06:35 schedule 3 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O mercado brasileiro viveu na última semana uma euforia com o resultado do primeiro turno das eleições, que rendeu ganhos para quem já estava posicionado. Agora, quem pensa em montar posição para tentar lucrar com um eventual rali depois do segundo turno, em 25 de outubro, precisa ser mais cuidadoso com a alocação, especialmente se o objetivo for de curto prazo — algo que costuma ser desaconselhado por especialistas.

O Ibovespa teve a melhor semana desde 2020, fechando em nível recorde na última sexta-feira (9), acima dos 209 mil pontos, com o mercado ainda projetando favoritismo para a oposição. Em pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (8), o senador Flávio Bolsonaro (PL) apareceu com 49% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Gestores e analistas ouvidos pelo InfoMoney afirmam que, antes de buscar o ganho, o investidor precisa saber quanto do cenário já está no preço, quanto pode perder se a aposta der errado e se conseguirá sair da posição a tempo de embolsar o lucro.

Para André Matos, CEO da MA7 Capital, a entrada de cerca de R$ 10 bilhões de estrangeiros depois do primeiro turno foi decisiva para a alta da Bolsa, mas esse dinheiro pode sair com a mesma rapidez se as pesquisas mudarem ou se crescerem as dúvidas sobre a política fiscal do próximo governo. "O mercado brasileiro vive uma antecipação de expectativas, não uma mudança consolidada da economia", resume.

Entre os riscos apontados para quem monta posição agora estão pagar caro por um cenário já precificado, ver o cenário se inverter na eleição ou no exterior, perder ganhos com realização de lucros, concentrar a carteira num único desfecho, não conseguir sair da posição a tempo, perder parte do ganho com impostos e expor dinheiro que deveria estar protegido. Ricardo Farias, gestor da Fator Administração de Recursos, recomendou esperar a euforia passar para separar o que é reprecificação do que é ruído. Já Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, avalia que os ativos já embutem quatro anos de governo Flávio e que, se Lula vencer, "boa parte desse movimento vai por água abaixo".

Na prática, o investidor precisa comparar o que ainda pode ganhar com o que pode perder. No cenário de continuidade do fluxo estrangeiro traçado por Matos, o Ibovespa poderia testar os 215 mil pontos, cerca de 2,9% acima do último fechamento. Já a simples volta ao nível anterior ao primeiro turno, de 192,1 mil pontos, significaria queda de cerca de 8%. Para quem não quer atravessar o segundo turno com posições direcionais, especialistas apontam o Tesouro Selic, que não deve trazer ganhos expressivos, mas mantém o investidor no jogo enquanto a disputa não se resolve.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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