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Após acordo sobre diesel russo, Trump enfrenta nova crise em relação à Ucrânia

Atualizado em 13/10/2026 às 10:05 schedule 4 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O novo atrito diplomático entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a Ucrânia começou na sexta-feira no clube de golfe Shell Bay, nos arredores de Miami, de propriedade do enviado de paz Steve Witkoff. Altos funcionários ucranianos e europeus viajaram até o local para reuniões com Witkoff e Jared Kushner, com o objetivo de discutir propostas atualizadas para encerrar a guerra antes de uma nova viagem dos dois à Rússia.

No entanto, os americanos logo fizeram um anúncio que deixou os presentes perplexos: os Estados Unidos suspenderiam as sanções ao diesel russo. Além disso, transmitiram um pedido firme de Trump para que a Ucrânia parasse de atacar refinarias de petróleo russas. Um dos representantes ucranianos perguntou o que receberiam em troca. Segundo três pessoas familiarizadas com a reunião, os americanos responderam que os EUA já faziam muito pela Ucrânia e que não deveriam precisar oferecer algo em troca para que Kiev interrompesse os ataques, mencionando a assistência de inteligência americana, considerada vital para o esforço de guerra ucraniano. Alguns presentes interpretaram a menção como uma ameaça velada, segundo duas fontes. Um funcionário americano, falando sob condição de anonimato, negou qualquer sugestão de ameaça de retirada desse apoio, mas afirmou que Trump estava tão irritado com a Ucrânia que era difícil prever o que poderia fazer.

A disputa se transformou na maior crise entre Washington e Kiev desde o confronto no Salão Oval com o presidente ucraniano no ano passado. Witkoff e Kushner agora sinalizam que adiaram a esperada viagem à Rússia até que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, restabeleça uma relação mais estável com Trump, disseram duas pessoas a par das conversas. Para os ucranianos e seus apoiadores europeus, os ataques às refinarias russas são a forma mais eficaz de responder aos bombardeios da Rússia contra a infraestrutura energética da Ucrânia. Zelensky já afirmou que a Ucrânia está preparada para parar de atacar instalações energéticas caso a Rússia faça o mesmo, mas a Rússia rejeitou esse acordo.

Para Trump, os ataques ucranianos representam uma afronta a um governo que continuou fornecendo inteligência e algum apoio militar à Ucrânia. Os preços do diesel tornaram-se um problema político, elevando os custos dos agricultores justamente quando a temporada de colheita se aproxima e as eleições estão a poucas semanas de distância. “É melhor ele parar imediatamente”, disse Trump a jornalistas no sábado, referindo-se a Zelensky e aos ataques às refinarias russas, sem mencionar os ataques russos à rede energética ucraniana. “Ele quer criar problemas para o mundo. Quer criar problemas para nossos agricultores e pecuaristas.”

No domingo, Trump afirmou nas redes sociais que Rússia e Ucrânia haviam concordado com um “CESSAR-FOGO ENERGÉTICO” com efeito imediato, mas nenhum dos lados confirmou o acordo. Na segunda-feira, líderes europeus e ucranianos disseram que estariam abertos a um cessar-fogo energético, mas demonstraram ceticismo quanto ao cumprimento pela Rússia. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, observou que a Rússia atacou infraestrutura energética ucraniana na noite de domingo, “apenas algumas horas depois” do anúncio. “Estamos prontos para um cessar-fogo energético. Estamos prontos para qualquer formato mútuo, para qualquer coisa que não seja unilateral”, disse Sybiha a jornalistas ao chegar a uma reunião de ministros das Relações Exteriores em Luxemburgo.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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