A importância do Credo Apostólico na vida das comunidades, séculos II e III
O Credo Apostólico teve papel central na vida das comunidades cristãs formadas nos séculos II e III, período em que o cristianismo se difundia pelas periferias do Império Romano, nas cidades, nos povoados e no campo. Segundo Dom Vital Corbellini, bispo de Marabá (PA), a estrutura imperial favoreceu essa expansão, já que naquele momento não ocorreram muitas perseguições contra a religião cristã. Em meio ao paganismo presente nessas realidades, os convertidos — em sua maioria pessoas simples e pobres — difundiam o cristianismo pelo contato com Jesus pela Palavra e pela Eucaristia.
O Credo ajudou a vida cristã do período ao oferecer normas de fé e orientar a liturgia da vida comunitária. Santo Ireneu, bispo de Lião, levou para a vida eclesial o Credo rezado e vivido nas comunidades no Ocidente, presente também no Oriente. A comunidade manifestava a fé em Deus como origem de todas as coisas: Ele não derivava de algo, enquanto por Ele foi criado cada ser que veio ao mundo.
Santo Ireneu comentou os três artigos da fé cristã — Deus Pai criador, o Verbo, Filho de Deus, e o Espírito Santo —, dos quais deriva a conversão de vida e a prática do amor. Para o bispo, o batismo é um novo nascimento para Deus e para a humanidade, dado pela presença da Santíssima Trindade. A divulgação dessas verdades era fundamental para dissipar as heresias gnósticas em voga naqueles séculos e levar as pessoas à noção verdadeira de Deus Uno e Trino e à participação humana na vida eclesial e social.
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