A disputa está se movendo? Datafolha traz novo teste para Lula e Flávio
O Datafolha divulga nesta quinta-feira (15) uma nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República, a dez dias do segundo turno. O levantamento vai mostrar se houve alteração na distância entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois de uma semana de mobilizações políticas e de mudanças nas estratégias das campanhas.
Na rodada anterior, publicada em 8 de outubro, Flávio aparecia com 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula. A diferença de quatro pontos percentuais configurava empate técnico no limite da margem de erro, de dois pontos. Considerando apenas os votos válidos, o resultado era de 52% para o senador e 48% para o presidente.
O novo levantamento, contratado pelo jornal Folha de S.Paulo, prevê 2.520 entrevistas presenciais com eleitores de 16 anos ou mais, realizadas entre 13 e 15 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-00466/2026. A divulgação está prevista para as 18h30 desta quinta-feira.
Um dos pontos de atenção será o comportamento dos eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno. Na rodada anterior, 46% dos eleitores de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) declaravam apoio a Flávio. Outros 32% preferiam Lula, enquanto 15% pretendiam votar em branco ou anular o voto. A pesquisa também havia identificado um eleitorado com posições relativamente consolidadas: 94% dos entrevistados afirmavam estar totalmente decididos sobre o voto no segundo turno.
Desde então, a campanha petista intensificou as atividades de rua e a mobilização nas redes sociais. Aliados de Lula promoveram novos atos em São Paulo, enquanto o deputado André Janones (Rede-MG) ampliou a atuação digital em apoio ao presidente. Flávio, por sua vez, concentrou parte de sua agenda na articulação de alianças e na apresentação de propostas para um eventual governo, e também enfrentou questionamentos sobre declarações relacionadas a mudanças na Constituição e sobre pontos de seu programa econômico. A nova rodada permitirá verificar se as intenções de voto registradas anteriormente se mantêm após esses acontecimentos, embora eventuais oscilações não possam ser atribuídas diretamente a uma única iniciativa eleitoral.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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