12 ações que caíram no rali pós-1º turno: quais ainda são oportunidades?
Um levantamento da Elos Ayta identificou que, entre 149 papéis que compõem as carteiras do Ibovespa, Small Caps e IDIV, apenas 12 fecharam em queda nos pregões de 5 e 6 de outubro, enquanto o Ibovespa avançou 7,14% no período, passando de 192.115 para 205.835 pontos. A lista é liderada pela Suzano (SUZB3), com baixa de 5,93% entre os fechamentos de 2 e 6 de outubro, seguida por Embraer (EMBJ3), com -4,17%, Vale (VALE3), com -2,40%, Gerdau (GGBR4), com -2,18%, e Usiminas (USIM5), com -2,14%.
Também terminaram no negativo PRIO (PRIO3), com -1,52%, WEG (WEGE3), com -1,36%, Vibra Energia (VBBR3), com -1,18%, Metalúrgica Gerdau (GOAU4), com -0,94%, BB Seguridade (BBSE3), com -0,91%, Klabin (KLBN11), com -0,64%, e CSN Mineração (CMIN3), com -0,60%.
Segundo o levantamento, dez dos 12 papéis são exportadoras ou empresas que vendem commodities, com exposição a celulose e papel, minério de ferro, aço, petróleo, aeronáutica e equipamentos elétricos. O movimento coincide com a valorização do real: a PTAX passou de R$ 5,2238 para R$ 4,9698 entre os fechamentos de 2 e 6 de outubro, alta de 4,86% da moeda brasileira em dois pregões. Para essas companhias, o real mais forte tende a reduzir o valor em reais das receitas obtidas no exterior.
Mario Machado, assessor de investimentos e gestor comercial da InvestSmart/XP, calculou que, ao converter o desempenho para dólares, 11 das 12 ações tiveram valorização entre 0,7% e 4,5% no período. A mediana do grupo passa de queda de 1,4% em reais para alta de 3,6% em dólares. Apenas um papel seguiu negativo na conversão cambial — justamente o que mais caiu, com perda de 5,9% em reais e cerca de 1,1% em dólares.
André Matos, CEO da MA7 Capital, afirma que não se trata de um grupo aleatório de empresas que ficou para trás, mas de uma rotação setorial clássica, na qual recursos saem de exportadoras e migram para setores mais sensíveis à queda dos juros e à atividade doméstica, como bancos, varejo, consumo e construção. Ele pondera, no entanto, que a queda não significa automaticamente oportunidade: "Eu seria cuidadoso em chamar esse grupo de descontado, porque desconto pressupõe que o preço caiu sem razão, e aqui existe razão". Segundo ele, o investidor deve observar tanto a parcela da receita atrelada ao dólar quanto a dívida denominada na moeda americana, já que o efeito líquido varia de companhia para companhia.
Na mesma linha, Machado afirma que uma queda provocada essencialmente pelo câmbio não representa desconto automático, porque a redução do preço em reais vem acompanhada de mudança no valor em reais das receitas externas. O levantamento também aponta que as commodities não explicam integralmente o movimento: no mesmo intervalo, o minério negociado em Singapura recuou apenas 0,2% e o Brent perdeu 1,6%. Os detalhes completos da lista e das estratégias citadas não constam integralmente no material disponível.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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